domingo, 14 de março de 2010

Conclusão satisfatória

Morte, uma perda irreparável. Algo que choca a todos não importa o grau de intimidade que havia com quem se foi ou a maneira como ocorreu. Recebi a pouco uma notícia sobre a morte de um menino. Esse tipo de notícia faz de mim uma questionadora ambulante. São tantas perguntas sem resposta que quanto mais me questiono mais dúvidas surgem. O fato é: devemos nos preocupar com o desconhecido ou com aquilo que temos em mãos? Mais uma questão a se pensar. A conclusão a que cheguei me faz ver que o desconhecido não vai mudar independente do meu conhecimento sobre ele, mas aquilo que eu vivo e conheço, nem que seja pouquíssimo perto da quantidade de verdades existentes, me faz crer que o importante é se preocupar com o que se pode viver aqui. Mudar aquilo que é necessário, mas mais importante que isso: aproveitar. Não digo aproveitar no sentido de viver um estado de anomia em que não existem regras, nem a quem obedecer e se vive da maneira que deseja. Aproveitar no sentido de perceber aquilo que realmente faz feliz, os pequenos detalhes, usufruir dos momentos como se fosse o último. Cultivar esses hábitos ou se forem pessoas tentar trazê-las o mais próximo para que, quando isso seja levado das nossas mãos pelo desconhecido, saber que o que pode ser aproveitado, independente de tudo, foi aproveitado.


Palavras complexas by Rodrigo Ribeiro

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