quinta-feira, 15 de abril de 2010

Beleza autêntica


Esses dias eu li uma frase em um livro que me chamou muito a atenção, nela dizia que a beleza está nos olhos de quem observa. Comecei então a pensar qual o real sentido disso e cheguei a uma conclusão óbvia, mas que antes estava coberta por uma nuvem escura em minha mente. A beleza é individual e não coletiva, cada um de nós é diferente um do outro e, não querendo decepcionar mas, ninguém é bonito. São os outros que nos acham bonitos, assim como existem outros a quem nossas características não agradam. É impossível agradar a todos, pois cada um tem um gosto pessoal e a maneira como se vê o belo difere de pessoa para pessoa. Além disso, será que, realmente, a beleza exterior é a que importa? Imagine as pessoas que você mais admira e que mais respeita. Quem são essas pessoas? Eu tenho certeza de que você não pensou em uma modelo de medidas perfeitas e rosto escultural, nem naquele ator mais malhado e bonito da televisão. Nós pensamos em pessoas normais, que podem nem ter um padrão de esteriótipo definido pelo capitalismo através da mídia. Pessoas realmente admiradas, são aquelas que servem de exemplo pelo que elas são e não pelo manequim que vestem. Eu não estou querendo dizer que a nossa imagem não importa, porque afinal é importante ser saudável e ter uma aparência digna. Mas isso não significa que devemos ser escravos do que a sociedade nos impõe. Vamos ocupar nosso tempo nos transformando, a cada dia que passa, em pessoas melhores, sem deixar que a futilidade tome um espaço indevido em nossas vidas. Certamente, esse é o verdadeiro caminho para atingir a autêntica beleza, aquela que realmente importa e que vem do nosso interior.

sábado, 3 de abril de 2010

Característica humana




É incrível a capacidade que as pessoas tem de retirar a culpa de si mesmas. Pode ser culpando alguém ou até mesmo algo mas é muito difícil reconhecer a culpa sem ao menos dar um argumento pelo porque do erro. Um antigo e real ditado popular diz que errar é humano e todos nós já falamos ou ouvimos alguma vez na vida. Mas se errar é humano, porque buscamos a perfeição? Isso é impossível dentro das nossas limitações como ser humano. O melhor a fazer é nos aceitarmos do jeito que somos e aceitarmos o jeito que os outros são. Cada pessoa tem sua individualidade com pontos negativos e positivos, defeitos e qualidades. Cabe a nós aceitá-la para que, coletivamente, haja uma melhor convivência. É uma questão de ética aceitar as pessoas da maneira que são sem julgá-las, culpá-las ou recriminá-las, pois só assim pode haver o bem comum, aquele que é para todos.