Texto dedicado à Mariana Afonso Bileski, minha amiga.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Amigo verdadeiro
Texto dedicado à Mariana Afonso Bileski, minha amiga.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Ladrões inconscientes

sexta-feira, 19 de março de 2010
Mundo descartável
quarta-feira, 17 de março de 2010
Sentimentos indescritíveis

segunda-feira, 15 de março de 2010
Vazio existente
Sabe a sensação de que algo foi feito especialmente para você? Parece sob medida? Então... A tristeza que existe quando não se consegue isso, se tratando de coisas materiais é suportável. O problema é quando esse algo não é algo e sim alguém. Saber que esse alguem não corresponde às suas expectativas é muito doloroso, ainda mais quando se trata de alguém que você tem certeza que poderia dar certo, ou ao menos pensa assim. Talvez o tempo que você conheça essa pessoa não seja o suficiente pra se ter uma certeza, se é que é possível tê-la, mas você simplesmente sente essa certeza. Ao menos os fatos e os argumentos podem provar essa tese. Eis a questão: quando se trata de sentimentos não existem fatos ou argumentos que possam comprovar, não há lógica. É como o infinito, não há como provar que ele não tem fim, mas é algo tão grande comparado a nossa capacidade que se torna uma verdade dizer que ele não acaba nunca. Quando se fala de sentimentos todo o raciocínio óbvio é deixado de lado, a única coisa que realmente importa é a vontade e a decisão de cada um. Isso é tão difícil de aceitar. Sempre quando quero consolar alguém, tento ao menos mostrar o lado bom das coisas e da vida. Parece que o que é tão óbvio quando eu falo para os outros quando se aplica a mim, não passa de simples palavras. Consolar alguém é muito mais fácil do que se consolar. Tento me iludir e acreditar que está tudo bem, pensar que no final tudo vai dar certo. O problema é que a realidade é outra e eu cansei de esconder meus sentimentos de mim mesma. Não poder expressá-los para aquele ao qual o sentimento existe já é difícil, mas de mim mesma... Não consigo mais. Hoje, pela primeira vez, acredito que meu pôr-do-sol foi sem esperanças e expectativas de que vai melhorar. Não tenho uma frase otimista para deixá-la nas últimas linhas que me restam. Só espero que o sono chegue logo para que meu inconsciente preencha o vazio existente.
domingo, 14 de março de 2010
Conclusão satisfatória
Morte, uma perda irreparável. Algo que choca a todos não importa o grau de intimidade que havia com quem se foi ou a maneira como ocorreu. Recebi a pouco uma notícia sobre a morte de um menino. Esse tipo de notícia faz de mim uma questionadora ambulante. São tantas perguntas sem resposta que quanto mais me questiono mais dúvidas surgem. O fato é: devemos nos preocupar com o desconhecido ou com aquilo que temos em mãos? Mais uma questão a se pensar. A conclusão a que cheguei me faz ver que o desconhecido não vai mudar independente do meu conhecimento sobre ele, mas aquilo que eu vivo e conheço, nem que seja pouquíssimo perto da quantidade de verdades existentes, me faz crer que o importante é se preocupar com o que se pode viver aqui. Mudar aquilo que é necessário, mas mais importante que isso: aproveitar. Não digo aproveitar no sentido de viver um estado de anomia em que não existem regras, nem a quem obedecer e se vive da maneira que deseja. Aproveitar no sentido de perceber aquilo que realmente faz feliz, os pequenos detalhes, usufruir dos momentos como se fosse o último. Cultivar esses hábitos ou se forem pessoas tentar trazê-las o mais próximo para que, quando isso seja levado das nossas mãos pelo desconhecido, saber que o que pode ser aproveitado, independente de tudo, foi aproveitado.
Palavras complexas by Rodrigo Ribeiro